Gostaria de compartilhar aqui algumas reflexões que fiz enquanto participante do curso "Tecnologias na Educação", onde discuto a importância e o papel das tecnologias no processo de ensino e aprendizagem.
A RELAÇÃO TECNOLOGIAS – PROCESSO DE ENSINO: NOVOS DESAFIOS, NOVAS RESPONSABILIDADES
Thaisa Lemos de Freitas Oliveira
Colégio Estadual Marcondes de Godoy
As novas tecnologias invadem o cotidiano das pessoas nos dias atuais, influenciando em suas vidas e ditando novos comportamentos e visões de mundo. A informação passou a veicular de forma muito mais rápida, além da diversificação das formas de obtê-la. Nesse novo universo de produção e divulgação do conhecimento, a escola passa a ter diante de si novos desafios para poder lidar com a rapidez com que a informação é produzida, absorvida e, muitas vezes, com que se torna obsoleta.
Nesse sentido, precisamos ter claro para nós, enquanto educadores, que o conhecimento adquirido somente com a formação inicial não nos basta mais. É preciso que encaremos o processo de formação continuada como uma extensão de nosso trabalho em sala de aula, a fim de suprir as inúmeras deficiências no que diz respeito à atualização do conhecimento, seja ele científico ou pedagógico. Somente com uma prática de autoformação permeando nosso trabalho pedagógico é que iremos construir no cotidiano escolar uma prática que leve o aluno à construção de seu conhecimento, de forma autônoma e permanente.
Nesse processo de construção autônoma e permanente, os recursos tecnológicos se colocam como nossos aliados na prática pedagógica, atuando como mediadores dessa construção do conhecimento. As tecnologias aplicadas na educação não devem ser encaradas como suportes para meramente “transmitir” as informações, ou ainda como um aparato lúdico do processo de ensino e aprendizagem. Elas devem ser extensões do processo criativo de ensinar, de forma que o conhecimento seja verdadeiramente construído pelo aluno, na interação com a ferramenta tecnológica.
Quando discuto a implicação das ferramentas tecnológicas como apenas recursos lúdicos no processo de ensino-aprendizagem, digo isso no sentido de que, muitas vezes nos espaços escolares, elas apenas são substitutivos de recursos didáticos considerados tradicionais na escola, como o quadro-giz, por exemplo. Simplesmente apresentar a informação pronta e acabada não leva à construção significativa do conhecimento, o que acontece quando as tecnologias são utilizadas apenas para demonstrar as informações, imagens, ou com pesquisas em sites e bancos de dados.
Sabemos que é preciso buscar mecanismos para que essa interação processo de ensino – tecnologias se torne mais significativa nos contextos escolares. É um grande desafio, pois nós educadores também estamos em processo de formação para trabalhar com essa nova realidade. Mas acredito que, construindo em nós mesmos uma cultura de autoformação, podemos transpor os desafios e melhorar cada vez mais nosso trabalho.
Vivemos uma avalanche cultural que se coloca diante de nós como conteúdos a serem explorados em nosso cotidiano escolar. Hoje se aproximam diferentes povos, línguas, modos de vida, que a tecnologia de alguma forma faz confrontar. Lidar com essa diversidade cultural também é um desafio, porque envolve muito mais do que ensinar sobre outras culturas e representações sociais, mas como isso nos afeta diretamente em nosso cotidiano e de que forma estamos lidando com isso. Assim, as crenças, valores, modos de vida, também se tornam conteúdos significativos no processo de ensinar.
Dessa forma, estão claros os desafios que o trabalho educativo nos impõe hoje. Temos a nossa disposição ferramentas tecnológicas que podem nos abrir inúmeras portas para um ensino melhor e mais significativo, basta que encaremos nossas dificuldades e busquemos aprimorar nossa prática com a aquisição de novos e melhores conhecimentos, que nos orientem e subsidiem na realidade em que vivemos, principalmente na realidade em que nossas escolas públicas vivem.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009
IMAGENS DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO CURSO "JOGOS COOPERATIVOS, USO DE IMAGENS E VIVÊNCIAS INTEGRADAS À NATUREZA: SUBSÍDIOS METODOLÓGICOS PARA AÇÕES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL"
Dinâmica "Abraço Coletivo"
Dinâmica Cooperativa "Inquietações"
Dança das Cadeiras "Cooperativa"
Momento de discussão sobre a Crise Ambiental e o Papel da Educação Ambiental
Atividade com uso de imangens
Dinâmica dos Espelhos (vendo as coisas sobre outro ângulo)
"Trilha perceptiva" e "Cooperativa"
Trilha perceptiva: estimulando os sentidos
Curso Jogos Cooperativos, Usos de Imagens e Vivências Integradas à Natureza: subsídios metodológicos para ações de Educação Ambiental
O curso foi promovido pela Secretaria Municipal de Educação de Jataí, em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Campus Avançado de Jataí (UFG). A etapa presencial do curso ocorreu no período de 17 a 21 de agosto de 2009.
A atividade consistiu de um curso de formação continuada em Educação Ambiental para professores e agentes administrativos da rede municipal de ensino da cidade de Jataí, estado de Goiás. Os participantes são membros vinculados ao Grupo Verde criado pela Secretaria Municipal de Educação de Jataí, visando a elaboração e aplicação de ações socioambientais nas escolas públicas.
A abordagem metodológica do curso foi baseada na linha de Educação Ambiental numa perspectiva crítica, emancipatória, dialógica e libertadora, fundamentada na complexidade dos problemas que envolvem o ambiente humano, considerado nos aspectos físico-biológicos, sociais e econômicos, relacionada a uma pedagogia progressista, visando no processo educativo a prática reflexiva, tendo em foco a análise da realidade socioambiental em que estão inseridas as escolas públicas e o município de Jataí-GO.
As metodologias e atividades foram voltadas ao resgate e reflexões das percepções ambientais e representações sociais, atividades de sensibilização e sensopercepção, valorizando a utilização dos sentidos humanos, o uso de imagens e jogos cooperativos, voltados aos contextos escolares.
Durante as atividades do curso foram abordadas as seguintes temáticas:
1- O professor e sua prática:
1.1. Por que ser Professor/Educador?
1.2. Como vejo minha escola?
2- A crise socioambiental e a Educação.
3- Aspectos históricos e epistemológicos da Educação Ambiental.
4- Jogos Cooperativos e Dinâmicas de Sensibilização:
4.1. O papel da Cooperação
4.2. Sensopercepção em ações de Educação Ambiental
4.3. Aplicação de atividades de sensopercepção e jogos cooperativos
5- Uso de imagens em atividades de Educação Ambiental.
6- Elaboração de Projetos e Ações de Educação Ambiental:
6.1. Práticas de Educação Ambiental nos contextos escolares.
6.2. Compartilhando experiências
6.3. Construção de propostas de Educação Ambiental para as escolas públicas de Jataí-GO.
6.4. Aplicação das propostas de Educação Ambiental nas escolas públicas de Jataí-GO
7. Trilhas perceptivas como instrumento de sensibilização ambiental:
7.1. Por que trilhas perceptivas?
7.2. Desenvolvimento de uma trilha perceptiva
7.3. Reflexão e vivências compartilhadas sobre a trilha experimentada.
Foram abordadas diversas metodologias educativas, principalmente uso de jogos cooperativos, atividades com imagens e uso de músicas e vídeos, além de uma trilha realizada em mata de galeria.
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